Devoção 

Digitalizar0012MEU TESTEMUNHO

O dia 27 de Novembro é sempre uma data muito bonita para todo católico, pois a igreja comemora o dia de Nossa Senhora das Graças, da Medalha Milagrosa.

Para mim em especial esta é uma data mais que especial, pois foi o dia em que comecei a namorar meu esposo há 15anos atrás. Aliás, esta foi a primeira graça que recebi por meio da devoção a Nossa Senhora das Graças, pois embora eu não fosse uma católica fervorosa, nem praticante, sempre tive grande devoção a ela e pedia a Nossa Senhora todos os dias que se fosse da vontade de Deus que eu me casasse com meu atual esposo (Marcelo Maia) que ela me concedesse a graça de namorar com ele. E Justamente no dia 27 de Novembro de 1994 demos o nosso primeiro beijo e começamos a namorar.

A segunda grande graça que recebi através da devoção a Nossa Senhora e da medalha milagrosa foi a minha conversão e o meu encontro pessoal com Jesus, no dia 8 de Março de 1997.

A terceira graça foi a conversão do meu esposo (na época era ex-namorado), que era ateu e cometia muitas blasfêmias contra Deus, a Jesus e contra a Igreja Católica.

A quarta graça foi depois da conversão do Marcelo foi a restauração do nosso namoro, que agora era vivido conforme a vontade de Deus e em busca de santidade.

A quinta graça foi meu noivado e casamento. Marcelo e eu fizemos questão de recebermos o Sacramento do Matrimônio no dia de Nossa senhora das Graças, nossa Mãezinha e madrinha de nosso casamento, a quem consagramos toda a nossa vida e família.

Estas são algumas das graças que alcancei por meio da devoção a Nossa senhora das Graças e da Medalha Milagrosa, pois esta Mãe é de fato uma Mãe fiel e protetora que sempre nos conduz a alegria de filhos de Deus, sempre nos leva ao coração de Jesus e o entrega todas as nossas necessidades.

Sou propagadora desta devoção e coloco aqui a disposição de todos uma breve explicação sobre esta preciosa devoção e a Novena de Nossa senhora das Graças, conhecida por “Novena da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças”

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medalha-milagrosa-iiiA Medalha Milagrosa

A Medalha Milagrosa não é um objeto mágico, um amuleto. É um sinal religioso, um rico presente de Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Foi Maria mesma, Medianeira de todas as Graças, quem manifestou sua Medalha a Santa Catarina Labouré.

Usar medalhas não é uma superstição. No Concílio de Trento, em 1563, a Igreja fixou o bom uso de medalhas, imagens, escapulários, lembrando aos cristãos que é preciso que fique bem claro que, quando veneramos as imagens de Cristo, da Virgem e dos Santos, não significa que colocamos nossa fé nas imagens, e sim que veneramos as pessoas que elas representam.

Histórico

Na tarde de um sábado, dia 27 de novembro de 1830, véspera do 1o. Domingo do Advento, em Paris, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, a piedosa noviça Irmã Catarina Labouré, teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos dedos de suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções. Num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.
“A Virgem Santíssima — disse Irmã Catarina — baixou para mim os olhos e me disse no íntimo do meu coração:
“Este globo que vês representa o mundo inteiro (…) e cada pessoa em particular… Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem.”

med02Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas já não pudessem com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval,  no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora:

Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS
QUE RECORREMOS A VÓS.

Ouvi, então, uma voz que me dizia:

“Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem ao pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança”.Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra “M”, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo do “M”, os dois Corações, de Jesus e de Maria; o de Jesus, com uma coroa de espinhos e o de Maria atravessado por uma espada; contornava o quadro uma coroa de doze estrelas.”
Irmã Catarina disse ainda que a Santíssima Virgem calcava aos pés uma serpente, alusão clara à palavra de Deus a Eva, depois do pecado: “Porei inimizade entre ti e a Mulher, entre tua descendência e a dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3,15).
A mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a invocação já referida a envolvê-la. 

A Aprovação EclesiásticaNossa Senhora das Graças 2

O Arcebispo de Paris, Dom Quélen, autorizou a cunhagem da medalha e instaurou um inquérito oficial sobre a origem e os efeitos da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de “Medalha Milagrosa”, ou “Medalha de Nossa Senhora das Graças”. A conclusão do inquérito foi a seguinte:
“A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha”.

A Conversão de Ratisbone

Espalhou-se com muita rapidez a Santa Medalha, sempre acompanhada de milagres e graças extraordinárias, restaurando os bons costumes e a virtude, sarando corpos, convertendo as almas. É célebre a conversão do judeu Afonso Ratisbone, a 20 de janeiro de 1842, devida à  Medalha Milagrosa  que lhe dera um amigo e à aparição de Nossa Senhora que, na igreja de Santo André delle Fratte, em Roma, se lhe manifestou tal qual se mostra na Medalha. Ele, que minutos antes estivera a blasfemar num café, abraçou a fé católica, fez-se sacerdote e dedicou o resto de sua vida à conversão dos judeus.
A Medalha Milagrosa e a “Milícia da Imaculada”

São Maximiliano Kolbe, um frade franciscano,ao fundar o movimento de apostolado “Milícia da Imaculada”, escolheu a Medalha Milagrosa como seu distintivo. Costumava chamá-la de “cartucho” ou “bala”. Alegava muitos casos de conversão por meio da Medalha. Insistia que as pessoas aceitassem a Medalha, colocando-a ao pescoço ou, se não, que pelo menos a colocassem no bolso ou na mesa. Ela é um meio eficaz de se alcançar muitas graças e instrumento poderoso para a conversão dos pecadores.

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